quarta-feira, 28 de outubro de 2009

não há banqueiros no Céu

Não há dia em que não feche uma fábrica, um escritório, uma loja, um restaurante. Não há dia em que não sejam atirados para o desemprego mais e mais portugueses. Basta que fique desempregado um membro da família para que a frágil economia familiar entre em crise. Se forem dois é pior, quando não mesmo fatal.
Já se esperava, foi-se atrasando artificialmente, até às eleições, mas não podia mais ser contido. Agora vai ser uma cascata de encerramentos de empresas, de lay-offs; vai ser um rio de desesperados.
Entretanto, o padrinho da banca aparece na televisão, com brilhantina no cabelo e óculos na ponta do nariz, sem um sorriso no rosto e com o olhar façanhudo, a dizer que são os accionistas que fixam os vencimentos dos banqueiros. Quer dizer, que são eles que fixam a si próprios os seus réditos enormes, excessivos, provocantes, imorais, pecaminosos. Ganham por mês o que o humildes não ganham numa vida. E não querem partilhar, nem mesmo quando os seus bancos foram salvos com os magros IVAs dos pobres.
Eu sempre soube que não há banqueiros no Céu. Não passam no buraco da agulha. Não se pode ao mesmo tempo amar os pobres e o bezerro de ouro.

2 comentários:

  1. A propósito dos padrinhos banqueiros (padrinhos deles, não meus), recomendo um TPCzinho: comparar os lucros dos bancos, ano a ano, com as legislaturas em exercício.
    Imagino que haja quem não goste de ver. Mas os números ñ enganam...
    Olho neles. Eu já estou aqui de olho arregalado, mas não chega.

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  2. Já faltou mais. A fazer fé nas últimas noticias já dizem
    Em nome do pai
    Em nome do filho

    Agora só falta o resto.

    A propósito a administração de BCP reiterou a confiança em Armando Vara e Penedo diz que não se demite da REN (ele lá sabe que pode fazer isso)

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